Fortaleza, beira-mar de sal,
De céu azul para os meus olhos navegar.
Navios com corações vibrantes anunciam o anoitecer, afinal.
Mucuripe é parte do contemplar.
Jangadas à vela, almas claras perto dos meus olhos,
Contemplam o meu proceder,
Forças predestinadas que voam sobre o espelho do mar.
Mucuripe é a criação de Deus para renascer.
Um lugar de luz com cheiro de mar,
O cais é seguro para o pensamento ancorar.
Os guindastes de aço carregam a vida sem reclamar.
Mucuripe é um dia de lua para o corpo abraçar.
É lá no cais que sempre desejo ver:
A paz no fundo do meu desconhecido ser,
O meu prazer busca a face verdadeira do meu parecer.
Mucuripe é o meu intenso viver.
Na beira-mar, Mucuripe,
Os búzios e pedras acorrentam-se sem nada entender.
No cais, as ondas cortejam areias no anoitecer.
Amplo preparo para um novo amanhecer.
MARINHO, Robert. Mucuripe e o meu Olhar.– Publicado por Prodobem.art.
Descobrindo um pouco desta obra literária.
O poema Mucuripe e o meu Olhar é uma declaração poética de amor do poeta ao Mucuripe, uma região litorânea de Fortaleza, Ceará. Por meio de uma linguagem simples, o autor descreve o lugar não apenas como um cenário físico, mas como um refúgio para a introspecção, ou seja, um poema que transcende a descrição paisagística para transformar Mucuripe em um símbolo da vida, da introspecção, da paz e da renovação, um lugar onde o olhar do eu lírico encontra seu valioso significado de vida.
